O início das atividades do Instituto Dona Isabel marca um novo capítulo na relação entre cidade, cultura e desenvolvimento no contexto do Jardins Dona Isabel. Criado com o propósito de atuar na valorização cultural em conexão com a Mon Faro, o Instituto nasce com uma proposta clara: transformar espaços em plataformas vivas de cultura, conhecimento e identidade local.

Esse começo ganha forma concreta com a abertura da Galeria Mon Faro e a exposição “Entre Imagens e Palavras”, do fotógrafo e escritor Fabiano Mazzoti. A mostra apresenta um panorama sensível e abrangente de sua trajetória, conectando literatura, fotografia e memória em uma experiência que transcende o formato expositivo tradicional.

Uma galeria como ponto de partida

A exposição propõe uma leitura profunda da obra de Mazzoti. Cada livro do autor ganha presença física e narrativa no espaço, permitindo que o visitante percorra sua jornada criativa — das primeiras publicações até os registros mais recentes da história e das instituições de Bento Gonçalves.

Mais do que uma exposição, trata-se de uma construção de memória coletiva. As obras de Mazzoti são reconhecidas por documentar e eternizar momentos relevantes da cidade, conectando passado e presente por meio de imagens e palavras.

Entre os temas recorrentes em sua produção estão:

  • A formação cultural de Bento Gonçalves
  • Instituições e personagens históricos da cidade
  • Transformações urbanas e sociais
  • Narrativas visuais que dialogam com identidade e pertencimento

Esses trabalhos, reunidos na Galeria, permitem ao público compreender não apenas a obra do autor, mas também a evolução da cidade sob diferentes perspectivas.

Um lançamento que mobiliza a cena cultural

A vernissage de abertura, realizada no dia 29 de abril, reuniu uma ampla representação da classe artística e cultural local, reforçando o papel do Instituto como articulador de conexões.

Estiveram presentes o autor Fabiano Mazzoti, o presidente do Instituto Dona Isabel, Roberto Migliavacca, e o CEO da Mon Faro, Lúcio Salvadori Possebon, consolidando o evento como um marco institucional e simbólico para o início das atividades.

“O Instituto Dona Isabel nasce com a responsabilidade de preservar, valorizar e projetar a nossa cultura. Começamos com um autor que traduz a história da cidade em palavras e imagens, mas, acima de tudo, começamos com a intenção de criar continuidade — de fazer com que essa cultura siga viva e acessível às próximas gerações”, destaca Roberto Migliavacca.

Para Lúcio Salvadori Possebon, CEO da Mon Faro, a iniciativa reforça o papel do empreendimento na cidade:
“O Jardins Dona Isabel sempre foi pensado como algo que vai além da construção física. A cultura faz parte dessa visão desde o início. Ao abrir a Galeria Mon Faro e dar início ao Instituto, estamos materializando essa ideia de que desenvolvimento também é criar espaços de encontro, de reflexão e de conexão com a nossa identidade.”

Cultura acessível e integrada ao cotidiano

A Galeria Mon Faro está aberta diariamente, das 8h às 18h, com entrada gratuita. Localizada junto aos escritórios da Mon Faro e ao Concreto Café, ela se insere de forma orgânica na rotina da cidade — um espaço onde cultura, trabalho e convivência coexistem.

Essa integração não é casual. Ela reforça um dos princípios centrais do Jardins Dona Isabel: a criação de um ambiente onde experiências culturais fazem parte da vida cotidiana.

Formação e futuro: o olhar para as novas gerações

Além da exposição, o Instituto Dona Isabel inicia uma agenda ativa de formação cultural. Entre as primeiras iniciativas estão:

  • Visitações organizadas para crianças
  • Encontros com o artista
  • Atividades voltadas à leitura e interpretação das obras

Essas ações ampliam o alcance do projeto, conectando novas gerações à história da cidade e estimulando o contato direto com a produção cultural.

Ao aproximar crianças do universo de Fabiano Mazzoti, o Instituto não apenas preserva memória — ele forma repertório, desperta interesse e constrói continuidade.